O corpo de Luana Marcelo Alves, de 12 anos, é velado na Igreja Batista Madre Germana, em Goiânia, nesta sexta-feira (2). A despedida da menina foi iniciada durante a madrugada. Luana desapareceu há 5 dias e foi encontrada morta e enterrada na casa do ajudante de pedreiro Reidimar Silva Santos, que confessou ter matado a menina.
Luana desapareceu no domingo (27), após ir em um estabelecimento localizado a cerca de 400 metros da casa dela. Ela foi encontrada morta na terça-feira (29), no setor Madre Germana II, na casa de Reidimar, que confessou ter matado e enterrado a menina. O sepultamento da menina está previsto para o período da tarde desta sexta-feira.
Crime contra Luana Marcelo
A menina de 12 anos desapareceu no domingo, após ir a uma padaria localizada a cerca de 400 metros da casa dela. Vídeos de câmeras de segurança mostram parte do percurso realizado pela menina na ida e na volta do estabelecimento. Reidimar disse à Polícia Civil que matou a adolescente enforcada e colocou fogo no corpo antes de enterrar a vítima. Um exame de DNA confirmou que o corpo enterrado no local era de Luana.
À polícia, Reidimar ainda contou que utilizou parte de um freezer e de um guarda-roupa para queimar o corpo da menina.
O homem ainda jogou cimento por cima da cova, o que dificultou a descoberta. Ele teria convencido a menina a entrar no carro dele dizendo que devia dinheiro aos pais dela e iria fazer o pagamento. Ao ser preso em sua residência, ele também confessou ter tentado estuprar a menina antes de matá-la e disse não haver motivação para o crime. Um vídeo registrado pela polícia mostra o momento em que Reidimar confessou os crimes à corporação.
Reidimar foi preso em flagrante pela ocultação do cadáver e teve a prisão convertida em preventiva na quarta-feira (30). A Defensoria Pública de Goiás explicou que realizou a audiência de custódia do acusado, pois ele ainda não constituiu defesa.
Segundo a polícia, a casa onde Luana foi encontrada havia alugado esse barracão apenas quatro dias antes do crime, na sexta-feira (25), e que o local ainda não tinha energia elétrica. Na terça-feira, foi foi realizada uma perícia com luminol para ver se existia vestígio de sangue no local. A partir do exame, foi possível detectar a presença de sangue e sêmen no local.
No entanto, mesmo com o luminol tendo indicado a presença de sangue e do sêmen, os materiais foram encaminhados para o laboratório de biologia forense para que seja possível confirmar o que foi indicado. Segundo a polícia, o laboratório também poderá confirmar a quem pertence os materiais, sendo que o sangue pode ser de um animal, da vítima, do suspeito, ou até de outras pessoas.
Além do crime cometido contra Luana, a delegada que investiga o caso não descarta que o homem tenha cometido crimes contra outras vítimas. Reidimar, que já foi preso pelos crimes de roubo e estupro, agora deve responder por tentativa de estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele segue preso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) já ouviu o depoimento dos pais da vítima e os familiares e vizinhos do suspeito. Nesta quarta-feira, foram ouvidos o dono do imóvel alugado por Reidimar, em que o corpo de Luana foi encontrado, e a dona de uma Lan-House, que forneceu as imagens das câmeras do estabelecimento.
O corpo de Luana ainda estava no Instituto Médico Legal (IML) até às 16h desta quarta-feira, segundo o órgão. Segundo a Polícia Científica, há dez peritos trabalhando no caso. A Polícia Civil aguarda os laudos para concluir a investigação da morte de Luana.
Desaparecimento
A menina sumiu na manhã do último domingo (27), no setor Madre Germana 2. A diarista Jheiny Hellen, de 31 anos, contou que a filha foi ao estabelecimento com R$ 10. Segundo a mãe, Luana nunca saiu de casa sem avisar e não passava por problemas pessoais ou de saúde.
A Polícia Civil iniciou a investigação na segunda-feira (28) e o suspeito do caso foi ouvido na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O carro dele foi enviado para o Instituto de Criminalística, na capital, para ser periciado.
Imagens de câmera de segurança mostraram Luana indo e em seguida voltando da padaria com uma sacola na mão. Quando a adolescente entrou na rua de casa, o circuito de monitoramento não filmou e ela não foi mais vista
Luana Marcelo Alves tinha 12 anos - Foto: Reprodução
O pedreiro Reidimar Silva Santos confessou ter matado a menina - Foto: Reprodução
Velório de Luana Marcelo Alves, assassinada após ir à padaria, em Goiânia — Foto: Reprodução
Fonte: G1 GO
Nenhum comentário:
Postar um comentário